quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Carne nova.

Eu quero te comer. Literalmente.
Seria capaz de comer tuas orelhas aos pedacinhos, em pequenas mordidas crocantes.
Poderia comer tuas bochechas como se fossem maçãs suculentas e doces.
Depois morderia teus lábios e os mastigaria por horas...
Ainda lamberia teu pescoço como quem lambe o fundo de um prato.
Tentaria gravar aquele gosto em mim, e sentir até a última gota de gosto, depois de cheiro... depois de lembrança.

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